Enquanto os velhos países desenvolvidos se esforçam e se debatem para sair da recessão, os
membros do BRIC mostram sua capacidade de crescimento, mesmo em desaceleração,
esses países foram capazes de tirar milhões da pobreza e criar novas classes sociais consumidoras, as ditas classes: C, D, E, etc.
Aqui no
velho continente, a crise tem levado muitos a manifestarem-se, movimentos como ‘os
indignados’ e 'occupy' se propagaram nos últimos anos. A Europa, mais
precisamente, os países do sul querem voltar a crescer, poder oferecer
empregos, assistência social, marcas registradas dessas velhas democracias
testadas pelo tempo e por protestos.
Então, como
entender o que querem os manifestantes nas ruas de Moscou, Istambul e São
Paulo?
Se
existisse um índice para medir a maturidade das estruturas sociais e políticas
de um país emergente, este não estaria atrelado ao crescimento do PIB. Sobre os
grandes sujeitos trazidos a tona pelos movimentos sociais: ilegalidades,
corrupção, meio-ambiente, liberdades individuais, tratamento das mulheres... Vê-se
claramente que o sistema político não progride como a economia.
A classe
média, mais numerosa e melhor orientada/educada, graças ao crescimento econômico
não se satisfaz com a progressão do PIB.
Na euforia
da ascensão, os dirigente de países emergentes, como o Brasil, querem traduzir
o sucesso econômico em sinais de poder e prestigio internacional, contudo, a
classe média quer, antes de mais nada, transporte público de qualidade, médicos
nos hospitais, boas escolas para suas crianças, um ar respirável, justiça e políticos
honestos.
A
experiência de muitas partes do mundo (hoje amplamente conhecida pela
mundialização) mostra que o sonho dos emergentes é sim possível, e então se
espera que os responsáveis políticos coloquem isso em pratica. Agora a
sociedade está dizendo alto e claro.
CDP./
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