terça-feira, 25 de junho de 2013

Um olhar ao redor – ou ensaios sobre o obvio

Enquanto os velhos países desenvolvidos se esforçam e se debatem para sair da recessão, os membros do BRIC mostram sua capacidade de crescimento, mesmo em desaceleração, esses países foram capazes de tirar milhões da pobreza e criar novas classes sociais consumidoras, as ditas classes: C, D, E, etc.
Aqui no velho continente, a crise tem levado muitos a manifestarem-se, movimentos como ‘os indignados’ e 'occupy' se propagaram nos últimos anos. A Europa, mais precisamente, os países do sul querem voltar a crescer, poder oferecer empregos, assistência social, marcas registradas dessas velhas democracias testadas pelo tempo e por protestos.

Então, como entender o que querem os manifestantes nas ruas de Moscou, Istambul e São Paulo?
Se existisse um índice para medir a maturidade das estruturas sociais e políticas de um país emergente, este não estaria atrelado ao crescimento do PIB. Sobre os grandes sujeitos trazidos a tona pelos movimentos sociais: ilegalidades, corrupção, meio-ambiente, liberdades individuais, tratamento das mulheres... Vê-se claramente que o sistema político não progride como a economia.

A classe média, mais numerosa e melhor orientada/educada, graças ao crescimento econômico não se satisfaz com a progressão do PIB.

Na euforia da ascensão, os dirigente de países emergentes, como o Brasil, querem traduzir o sucesso econômico em sinais de poder e prestigio internacional, contudo, a classe média quer, antes de mais nada, transporte público de qualidade, médicos nos hospitais, boas escolas para suas crianças, um ar respirável, justiça e políticos honestos.

A experiência de muitas partes do mundo (hoje amplamente conhecida pela mundialização) mostra que o sonho dos emergentes é sim possível, e então se espera que os responsáveis políticos coloquem isso em pratica. Agora a sociedade está dizendo alto e claro.


CDP./   

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